Vigilância investiga suspeita de meningite em bebê internado após suspeita de intoxicação em MS
Lotes vetados pela vigilância sanitária. Reprodução A Vigilância Sanitária de Dourados (MS) informou, nesta quarta-feira (14), que investiga o caso de um ...
Lotes vetados pela vigilância sanitária. Reprodução A Vigilância Sanitária de Dourados (MS) informou, nesta quarta-feira (14), que investiga o caso de um bebê de 2 meses internado no dia 9 de janeiro em um hospital particular, com suspeita de meningite. Ainda não se sabe o motivo da internação. No começo das investigações, a Vigilância Sanitária chegou a informar que a internação do bebê ocorreu após o consumo de uma fórmula infantil que teve lotes proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As suspeitas da doença e da suposta intoxicação são investigadas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp No atendimento hospitalar, exames clínicos e laboratoriais indicaram a hipótese de meningite, com identificação de Salmonella spp. em amostra sanalisada no próprio hospital. Também foram observados sinais compatíveis com infecção intestinal. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em nota, a Nestlé informou que “até o momento, não recebeu registros oficiais de casos de internação em seus canais de atendimento ao consumidor”. O bebê permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado estável, com melhora do quadro clínico, mas continua intubado. A Vigilância informou ainda que foi oficialmente notificada do caso na segunda-feira (12). As amostras clínicas foram enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) na terça-feira (13) e seguem em análise para confirmar o agente causador da infecção. Os familiares entregaram a lata da fórmula infantil utilizada, que está entre os produtos suspensos pela Anvisa, conforme a Resolução nº 32/2026, por risco de contaminação por Bacillus cereus. A amostra do produto foi coletada e será encaminhada para análise laboratorial nesta quinta-feira (15). Durante as diligências, foi informado que os pais da criança moram em Douradina (MS). A informação já foi repassada às áreas técnicas da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com a notificação do hospital, o bebê recebeu as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação para a faixa etária de 2 meses — Pentavalente, Pneumocócica 10-valente e VIP — no município de residência, no dia 8 de janeiro. Até o momento, não há confirmação de ligação direta entre o consumo da fórmula infantil e o quadro clínico apresentado. O caso continua sob investigação, com acompanhamento das Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária municipais e estaduais. Fórmula proibida estava à venda Após o registro do caso do bebê, a prefeitura de Dourados informou que reforçou as ações de fiscalização em farmácias e supermercados da cidade. Mais de 20 estabelecimentos foram vistoriados, e alguns produtos da lista de restrição da Anvisa foram encontrados. Segundo o gerente da Vigilância Sanitária de Dourados, Diego Mesquita, lotes proibidos da fórmula ainda foram encontrados em um supermercado da cidade. “Muitos desses estabelecimentos já tinham recebido a informação do fornecedor e já tinham feito a retirada desses produtos, de suas prateleiras, suas gôndolas, porém ainda chegamos a encontrar, né, um lote desse em numa rede de supermercado", detalha Mesquita. Prefeitura reforça fiscalização em farmácias e supermercados A orientação é para que pais e responsáveis verifiquem os lotes das fórmulas infantis e suspendam o uso do produto em caso de dúvida, para evitar riscos à saúde. A prefeitura reforça que fórmulas pertencentes a lotes recolhidos não devem ser oferecidas às crianças. Se houver sintomas após o consumo, a recomendação é procurar atendimento médico imediato e, se possível, levar a embalagem do produto. Anvisa proibiu lotes de fórmulas infantis da Nestlé A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil Ltda. A medida está prevista na Resolução nº 32/2026, publicada na última quarta-feira (7). Segundo a Anvisa, a decisão tem caráter preventivo e foi tomada após a identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. A ingestão de alimentos contaminados pode causar vômitos persistentes, diarreia e letargia, com sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação. Os produtos com lotes proibidos são das marcas: Nestogeno Nan Supreme Pro Nanlac Supreme Pro Nanlac Comfor Nan Sensitive Alfamino A Nestlé informou que o recolhimento dos produtos é voluntário e ocorre em nível global, após a detecção da toxina em um ingrediente fornecido por um fornecedor internacional de óleos terceirizados, utilizado em uma fábrica localizada na Holanda. No Brasil, apenas os lotes indicados pela Anvisa fazem parte do recall, sem impacto nos demais produtos das marcas. Para troca ou devolução, os consumidores devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Nestlé, conforme orientações disponíveis na embalagem. Vídeos de Mato Grosso do Sul: